Quebra de paradigma

Em informática um ano é quase como um século, toda semana surge uma nova tecnologia ou uma nova metodologia para fazer você ser mais eficiente ou diminuir custos. Presenciamos várias quebras de paradigma em nossos departamentos de TI. O surgimento do computador pessoal em detrimento do mainframe, o uso da rede de computadores nas empresas, o surgimento da internet e toda a revolução que ela proporcionou, a queda do desktop com o surgimento do mundo móvel e outras tantas mudanças.

O backup é ainda uma das poucas coisas que fazemos do mesmo jeito desde quando Adão andava pelado. Tudo bem, a fita evoluiu de um rolo para uma caixinha com alguma tecnologia embarcada, mas no fim das contas ainda é a mesma tecnologia. Será que não existe uma forma mais inteligente e menos trabalhosa para fazer backup ?

O dia a dia de um backup em fita

Gasta-se uma pequena fortuna comprando um tape drive, as fitas, a controladora e o software para gerenciar o backup. Depois é desenhado a famosa janela de backup, pensando na quantidade de fitas de backup diárias, semanais, mensais e etc.

Ok, desenhada a janela de backup e configurado o tape drive, vamos por a mão na massa e agendar o backup. Geralmente é colocado para rodar de madrugada para não impactar na operação da empresa. Dia seguinte, você chega na empresa, tira a fita do drive, coloca a nova fita que vai rodar o backup na madruga e coloca a fita do dia anterior devidamente protegida em uma caixa de papelão em cima do rack.

Esse é o dia a dia de um backup em fita. Ai você pergunta: O que tem de errado? Te respondo com alguns casos verídicos que observamos em alguns clientes e que por motivos óbvios não revelaremos os nomes.

Caso 1

Você, analista de infraestrutura, acorda às 05 da matina feliz e pimpão para trabalhar. Quando chega na frente do escritório, descobre que a empresa pegou fogo! Vários funcionários tristes e a concorrência feliz. Não tem problema, a empresa tem o estoque em um galpão na periferia da cidade, pode transferir o  administrativo para lá. É só pegar o backup e fazer o restore… Whait! O backup esta no CPD que pegou fogo !

Caso 2

A empresa fez um investimento e comprou o ARCserve R16 da CA que faz backup granular do Exchange. Isso significa que eu posso fazer o arquivamento de mensagens antigas e não deixar mais meus usuários com tantas mensagens na caixa de entrada quanto as notas de R$ 100 que o Bernardes tem na sua conta bancária.

Tudo configurado. Os usuários agora com as suas caixas de e-mail enxutas e o backup rodando que é uma beleza. Só que seu diretor, aquele que você passou alguns meses enchendo a paciência para comprar o ARCserve R16, porque ele faria com que as caixas do Outlook ficassem mais vazias, falou que precisa de um e-mail que foi enviado por Noé assim que saiu da arca. Ok, vamos fazer o restore granular da mensagem.

Depois de quase um dia de trabalho só cuidando do restore e com o seu chefe querendo te matar, você acha a bendita mensagem.

Como mudar ?

Muitos usam como argumento a favor da fita, o baixo custo por GB armazenado. Esquecem de colocar na conta o custo do tape drive, da controladora, do software e das horas do técnico para ficar gerenciando o backup. Fora os problemas causados pela fita.

  • A fita exige um ambiente com umidade e temperatura controlada. Mudanças bruscas nestes dois fatores acarretam problemas na estrutura física da fita.
  • De tempos em tempos, é necessário colocar a fita no drive e fazer um ciclo completo para evitar que ela fique frouxa dentro da caixa.
  • O restore em fita é lento.

Qual a solução? Passar para uma abordagem de backup em disco e de preferência com replicação para a nuvem.

  • Com disco você tem uma operação de backup e restore muita mais rápida e confiável.
  • O disco pode ser reutilizado várias vezes.
  • Pode concentrar todos os discos em uma solução de armazenamento centralizada na rede ( NAS ou SAN ).
  • O backup pode ocorrer a cada 15 minutos e não mais de 24 em 24 horas. Menos risco de perda de dados.

Os novos softwares da CA chamados ARCserve D2D e ARCserve D2D On Demand, oferecem uma nova abordagem sobre como fazer backup. Esqueça a política tradicional da janela de backup. Agora você irá fazer somente um backup full e o restante do backup será somente das alterações a nível de bloco que forem feitas nos seus dados.

Este tipo de abordagem permite uma redução brutal na quantidade de dados armazenados, reduzindo consideravelmente a necessidade de espaço em disco. Além disso permite total integração com a nuvem pública da Amazon e Azure da MS, permitindo que tenha redundância e proteção contra desastres.

Diferenças entre D2D e D2D On Demand

O ARCserve D2D é focado na gestão do backup em discos com a possibilidade de integração com a nuvem pública da Amazon ou Microsoft. Se você optar por fazer a redundância do seu backup com a nuvem, deverá contratar diretamente um desses provedores e cuidar de toda a questão técnica e comercial relacionadas a esta contratação.

Já o ARCserve D2D On Demand gerencia o seu backup em disco e replica o mesmo para o Azure da Microsoft. Cada licença do D2D On Demand te dá direito a 25 GB de armazenamento, porém você pode comprar armazenamento adicional.

O legal é que ele é uma opção viável para empresas que não podem fazer compras com cartão internacional ou não querem se preocupar com a gestão da nuvem.

Leia mais aqui sobre o que falamos sobre o CA D2D On Demand

Mudar é difícil

Já sei o que você esta pensando. Mudar a sua estrutura atual é difícil e vai sair caro ? Nada disso.

Tanto o D2D quanto o D2D On Demand tem um custo de aquisição relativamente baixo. No início você não precisa usar storage de última geração NAS ou SAN. A família D2D gerencia armazenamento até em pen drive.

E quanto as questões técnicas vocês tem os feras do Cooperati para ajudar na migração.

Bem pessoal é isso. Gostaria que essa discussão sobre backup continuasse, pois ela dá pano para manga. Coloquem ai nos comentários as suas experiências, dúvidas e se pensam um dia migrar para uma solução baseada em disco.